Como avaliar as competências do profissional de enfermagem em situações de urgências e emergências?

Andrea Bernardes; Lucila Castanheira Nascimento, Universidade de São Paulo, Centro Colaborador da OPAS/OMS para o Desenvolvimento da Pesquisa em Enfermagem, Ribeirão Preto, SP, Brasil. E-mails: andreab@eerp.usp.br; lucila@eerp.usp.br; limare@eerp.usp.br

O estudo metodológico, intitulado: “Evidências de validade da Escala de Competências das Ações do Enfermeiro em Emergências” (ECAEE), publicado no volume 27 da Revista Latino-Americana de Enfermagem, apresenta uma escala com 81 ações mensuráveis em cinco níveis de competências, que serve tanto para a autoavaliação dos enfermeiros quanto para outros o avaliarem (HOLANDA; MARRA; CUNHA, 2018). Os resultados apontam que se trata de uma escala confiável e válida para medir a real competência profissional do enfermeiro que atua em urgência e emergência. A análise demonstrou, ainda, que menos de um quarto desses profissionais participaram de simulação realística nos últimos dois anos, apontando baixo percentual de capacitação. Cabe destacar, que o enfermeiro assistencial se avaliou com um nível de competência mais alto do que a avaliação do seu gestor, fato observado em outros estudos (BAHREINI et al., 2011). Quanto ao atendimento, os enfermeiros que atuavam no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) se consideraram mais competentes e os que trabalhavam na Assistência Médica Ambulatorial (AMA), equivalente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) se autoavaliaram menos competentes. Esse dado não foi evidenciado nas heteroavaliações dos gestores. A pesquisa é inovadora, dada a carência de escalas nessa área, e disponibiliza a escala ECAEE válida e confiável para medir a real competência profissional do enfermeiro assistencial que atua em emergências nas unidades de saúde brasileiras.

Fluxograma da construção de uma Questão Identificadora para indicar atitudes/comportamentos representativos da prática diária do enfermeiro que atua em emergências, São Paulo, Brasil, 2013. Fonte: HOLANDA; MARRA; CUNHA, 2019.

Referências

BAHREINI, M. et al. Comparison of head nurses and practicing nurses in nurse competence assessment. Iran J Nurs Midwifery Res., v. 16, n. 3, p. 227-234, 2011. Available from: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3249804/

HOLANDA, Flávia Lilalva de; MARRA, Celina Castagnari; CUNHA, Isabel Cristina Kowal Olm. Assessment of professional competence of nurses in emergencies: created and validated instrument. Rev. Bras. Enferm., v. 71, n. 4, p. 1865-1874, 2018. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672018000401865&lng=en&nrm=iso

Para ler o artigo, acesse

HOLANDA, Flávia Lilalva de; MARRA, Celina Castagnari; CUNHA, Isabel Cristina Kowal Olm. Evidências de validade da Escala de Competências das Ações do Enfermeiro em Emergências. Rev. Latino-Am. Enfermagem, v. 27, e3128, 2019. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0104-11692019000100319&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

Link externo

Revista Latino-Americana de Enfermagem – http://rlae.eerp.usp.br

 

Como citar este post [ISO 690/2010]:

BERNARDES, A. and NASCIMENTO, L. C. Como avaliar as competências do profissional de enfermagem em situações de urgências e emergências? [online]. BlogRev@Enf, 2019 [viewed ]. Available from: https://blog.revenf.org/2019/04/25/como-avaliar-as-competencias-do-profissional-de-enfermagem-em-situacoes-de-urgencias-e-emergencias/

 

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