Fatores que influenciam o acolhimento à pessoa com suspeita de Acidente Vascular Cerebral

Larissa Chaves Pedreira, Professora associada, Universidade Federal da Bahia, Salvador, BA, Brasil. E-mail: larissa.pedreira@uol.com.br

Nildete Pereira Gomes, Docente, Universidade Federal da Bahia, Salvador, BA, Brasil. E-mail: nildetesaude@yahoo.com.br

Nadirlene Pereira Gomes, Professora associada, Universidade Federal da Bahia, Salvador, BA, Brasil. E-mail: nadirlenegomes@hotmail.com

O acesso às tecnologias e a implantação do protocolo de classificação de risco configuram-se elementos que contribuem para o acolhimento à pessoa com AVC, o que está em congruência com o que preconiza a linha de cuidados em AVC na rede de atenção às urgências e emergências. Contudo, déficits na infraestrutura hospitalar, inexistência de equipe de apoio na porta de entrada, ausência de capacitação profissional, desinformação dos acompanhantes e fragilidades na Rede de Atenção à Saúde, foram identificados como fatores que comprometeram o acolhimento. Esses resultados foram revelados pela pesquisa guiada pelo referencial do Planejamento Estratégico Situacional com foco na gestão hospitalar, que realizou grupo focal com 16 enfermeiros que atuavam no acolhimento da unidade de emergência, em um hospital público referência para o atendimento a pacientes com AVC no estado da Bahia, Brasil. Situações como as apontadas nos resultados, podem impactar no desempenho do enfermeiro no cenário de emergência, como no caso do AVC, que se enquadra na linha de cuidado com tempo limítrofe de intervenção de 4,5 horas, e exige terapêutica imediata desde a porta de entrada, até o encaminhamento da pessoa acometida por essa morbidade.

Considerando o cenário em que o AVC representa uma das principais causas de morbimortalidade mundial, sobretudo na população idosa (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2014), e o tempo consiste em um elemento determinante para a reversibilidade do quadro (HOLLAND; MAGAMA, 2017), urge que as unidades de emergência estejam aptas a oferecer assistência eficaz no sentido de prevenir e/ou minimizar a incidência das sequelas.

Portanto, o Planejamento Estratégico Situacional, se configura como um método adequado aos desafios da administração por permitir o trabalho com a complexidade dos problemas sociais. Assim sendo, este estudo contribui ao apontar para a necessidade de um modelo de gestão hospitalar, capaz tanto de otimizar a administração dos recursos disponíveis, quanto de intervir diante dos pontos frágeis de forma a promover uma assistência ágil e de qualidade.

Nessa perspectiva, o Acolhimento com Classificação de Risco representa um dos dispositivos estratégicos determinantes na resolutividade da oferta de saúde, possibilitando a análise das condições de funcionamento dos serviços. E, sendo os enfermeiros profissionais de destaque neste contexto, necessário se faz o treinamento adequado deste público no que tange ao acolhimento, com o propósito de classificar o paciente quanto à gravidade do seu quadro, de modo a priorizar o seu atendimento e organizar o fluxo na porta de entrada (SILVA et al., 2017). Tais ações constituem-se em importantes estratégias para o enfrentamento dos desafios inerentes ao acolhimento às pessoas com suspeita de AVC no sistema de saúde.

Referências

HOLLAND, S.; MAGAMA, M. Evidence based practice translated through global nurse partnerships. Nurse Educ Pract., v. 22, p. 80-82, 2017. Available from: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1471595316302670

SILVA, A. K. da et al. Planejamento Estratégico Situacional – PES: uma análise bibliométrica da produção científica brasileira. Rev. Serv. Público, v. 68, n. 2, p. 365-388, 2017. Disponível em: https:// https://revista.enap.gov.br/index.php/RSP/article/view/1269/1063

WORLD HEALTH ORGANIZATION. The top 10 causes of death. Geneva, 2014. Available from: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/the-top-10-causes-of-death

Para ler o artigo, acesse

SANTOS, Alice de Andrade. Fatores intervenientes no acolhimento à pessoa com suspeita de doença cerebrovascular.  Rev. baiana enferm., v. 33, e28018, 2019. Disponível em: https://portalseer.ufba.br/index.php/enfermagem/article/view/28018/19118

Link externo

Revista Baiana de Enfermagem: https://portalseer.ufba.br/index.php/enfermagem

 

Como citar este post [ISO 690/2010]:

PEDREIRA, L. C.; GOMES, N. P.; GOMES, N. P. Fatores que influenciam o acolhimento à pessoa com suspeita de Acidente Vascular Cerebral [online]. BlogRev@Enf, 2020 [viewed ]. Available from: https://blog.revenf.org/2020/02/28/fatores-que-influenciam-o-acolhimento-a-pessoa-com-suspeita-de-acidente-vascular-cerebral/

 

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